Um Furo no Tempo
vedar é verM.12 . 00h45Vedar é ver.
Ver é atravessar camadas de tempo.
Um Furo no Tempo parte de um mergulho duplo: na “Exortação da Guerra” de Gil Vicente (1514) e nas histórias recolhidas durante uma residência artística em Santos Evos, freguesia de Viseu, em setembro de 2025.
No centro está uma vedora — alguém que encontra água subterrânea através da radiestesia — , que atravessa camadas de terra e de tempo. Uma mulher que nasceu a chorar dentro da barriga da mãe, que já via antes de nascer.
De repente, sem querer, invoca Gil Vicente. E com ele chegam os seus diabos — Zebron e Danor —, agora sindicalizados, exigindo pagamento à hora. A peça vicentina ressurge: princesas gregas, guerreiros antigos, exortações à batalha. Mas a guerra de que se fala é outra. E a canção que não sai da cabeça é de toda a gente.
Diálogos é um programa de residências artísticas em seis freguesias rurais do concelho de Viseu que, há sete anos, promove encontros entre artistas e comunidades, entre cidade e campo. Em 2025 e 2026, integra a figura e a obra de Gil Vicente, cruzando as origens do teatro português com a contemporaneidade, num diálogo entre passado e presente que explora a sátira, a comicidade e as personagens arquétipas. Seis residências de escrita, seis textos originais, seis residências de criação, três performances, três espetáculos, dois livros, três exposições e um festival de leituras compõem um programa que atravessa dois anos, celebrando os territórios e as suas comunidades, afirmando a sua identidade e contribuindo para a criação artística fora dos centros urbanos.
colaboradores . parceiros . coprodutores
ficha artística
TEXTO Raquel S.A PARTIR DA OBRA “Exortação da Guerra” de Gil Vicente
ENCENAÇÃO Graeme Pulleyn
APOIO À ENCENAÇÃO E À DRAMATURGIA Patrick Murys
CONSULTORIA ARTÍSTICA Eduardo Correia, Leonor Barata
ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO Inês Ribeiro
INTERPRETAÇÃO Graeme Pulleyn, Leonor Keil
INTÉRPRETES DA COMUNIDADE Cláudia Rodrigues, Décio Sousa, Diamantino Amaral, Diogo Costa, Inês Rocha
CRIAÇÃO MUSICAL E SONOPLASTIA Leonardo Outeiro
VOZ NAS CANÇÕES Augusta Alves de Oliveira
FIGURINOS E ADEREÇOS Ana Catarina Silva
COSTUREIRA Adelina Cruz
MARIONETAS enVide neFelibata [ Teatro e Marionetas de Mandrágora]
APOIO À CONSTRUÇÃO DAS MARIONETAS Joaquim de Sousa [ Teatro e Marionetas de Mandrágora]
OPERAÇÃO TÉCNICA Rui Pêva
APOIO TÉCNICO Lucas Lourenço
APOIO À CENOGRAFIA E À PRODUÇÃO Roberto Fernandes
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO E COMUNICAÇÃO Guida Rolo
PRODUÇÃO EXECUTIVA, MEDIAÇÃO E COMUNICAÇÃO Laura Tavares
ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO Hugo Miguel
DESIGN, FOTOGRAFIA E VÍDEO Luís Belo
REDAÇÃO DE CONTEÚDOS PARA REDES SOCIAIS Susana Morais
ASSISTÊNCIA ADMINISTRATIVA E CONTABILÍSTICA Ana Belo Coelho
APOIO JURÍDICO Pedro Leitão
PRODUÇÃO CEM Palcos
AGRADECIMENTOS Conservatório de Música de Viseu, Lugar Presente, Jaime Pereira Silva, Luís Viegas
INSERIDO NO PROJETO Diálogos com Gil Vicente
DIREÇÃO ARTÍSTICA Graeme Pulleyn, Ricardo Cabaça
AUTORES Eduardo Dias, Carlos J. Pessoa, Ricardo Cabaça, Mariana Fonseca, Raquel S., Luís Mestre
APOIOS Junta de Freguesia de Barreiros e Cepões, Junta de Freguesia de Calde, Junta de Freguesia de Cavernães, Junta de Freguesia de Côta, Junta de Freguesia de Ribafeita, Junta de Freguesia de Santos Evos, Junta de Freguesia de São Pedro de France
download
ARQUIVO IMAGEM PROMO 138.9 MBARQUIVO IMAGEM PROCESSO DE CRIAÇÃO 69.6 MB
ARQUIVO IMAGEM ENSAIOS 874.9 MB
DOSSIER PROMOCIONAL - PT 2.3 MB
DOSSIER PROMOCIONAL COMPRESSED - PT 884.4 KB
criação plástica
Desde o nascimento do Teatro e Marionetas de Mandrágora que os criativos se lançaram em diálogos artísticos multidisciplinares, em colaborações e diversas parcerias. As mesmas cobrem um vasto leque de sinergias e assim sendo também a equipa plástica criativa, que é o eixo central de toda a criação plástica dos projetos da companhia, vai ao encontro de outras entidades e estruturas que sentem a necessidade de procurar estes profissionais, tecnicamente especializados, na procura de respostas às suas necessidades criativas, educativas ou patrimoniais.Assim as colaborações entre projetos e artistas plásticos são amiúde chamadas a acontecer, criando diálogos artísticos desafiantes e inovadores que trazem com certeza novas e distintivas partilhas de aprendizagens, que não só suprem necessidades técnicas, mas antes potenciam colaborações e evoluções criativas conjuntas.
As colaborações, muitas delas ao longo dos anos repetidas, criam entre entidades estas importantes parcerias que permitem uma observação não só dramatúrgica, mas também técnica e plástica. O diálogo entre artistas das artes cénicas e de outras pontes de potenciação de criação plástica, lançam um movimento e impulsionam a transmissão do conhecimento especializado, implementando em cena, ou em espaços, projetos consolidados artisticamente, onde a aprendizagem conjunta é acima de tudo uma posição na forma de estar dos criativos da estrutura.





